Educação
Importância de um bom planejamento em EAD. PDF Imprimir E-mail
Escrito por Marizete Furbino   
Ter, 19 de Janeiro de 2010 14:49

Importância de um bom planejamento em EAD.
Por Adm. Marizete Furbino

 

"O planejamento não é uma tentativa de predizer o que vai acontecer. O planejamento é um instrumento para raciocinar agora, sobre que trabalhos e ações serão necessários hoje, para merecermos um futuro. O produto final do planejamento não é a informação: é sempre o trabalho." ( Peter Drucker)

Dentro de uma modalidade de ensino somente presencial que prevaleceu por muitos e muitos anos, a EAD - Ensino de Educação a Distância vem revolucionar e redesenhar uma nova forma de aprender e de ensinar, pois neste ensino o aluno, além de ser o próprio ator do processo ensino-aprendizagem, será o gestor de seu estudo. É ele quem irá gerenciar todo o seu estudo; assim, torna-se de fundamental importância pensar e repensar neste assunto ao realizar o seu planejamento.

Pensar no planejamento significa pensar, repensar e reavaliar os recursos humanos e não-humanos envolvidos em todo o processo, bem como repensar todo o processo ensino-aprendizagem de forma séria, avaliando toda a proposta pedagógica e igualmente a atuação dos tutores envolvidos no processo. Faz parte ainda da proposta, toda fundamentação teórica e materiais didáticos existentes em cada curso, objetivos, a metodologia usada, os custos envolvidos, redirecionando todo o processo de ensino, verificando a questão da acessibilidade, dos recursos tecnológicos existentes, procurando incluir todos os recursos tecnológicos da Web, além de repensar e reavaliar todo o processo de avaliação do educando e do próprio curso.

Ciente da importância do papel do tutor torna-se de vital importância conhecer e avaliar não somente o perfil dos educandos, mas conhecer e avaliar de forma sistêmica os profissionais que irão atuar, uma vez que é de suma importância que estes esbanjem competência para intermediar todo o processo de ensino-aprendizagem, pois eles serão os pilares de todo o processo. Ainda, deverão ser capazes de interagir com os educandos, conduzindo-os à motivação e os levando de fato a buscarem mais e mais conhecimentos, sendo verdadeiros parceiros, somando forças, habilidades, conhecimentos e talentos, enfim, sendo capazes de obter mais do que o sucesso esperado.

A partir das considerações apresentadas é preciso conscientizar que, para se alcançar êxito em qualquer ação tanto na vida pessoal quanto na vida profissional e organizacional, é de extrema importância planejar. O planejamento é que irá nortear todo o processo ensino-aprendizagem, uma vez que, a partir dos objetivos e metas que se deseja alcançar, irá prever ações, dando rumo em como caminhar, traçando estratégias a serem adotadas e qual o verdadeiro caminho a seguir, trabalhando os conteúdos de forma cuidadosa, selecionando metodologias pertinentes e mais adequadas a cada conteúdo estudado, garantindo dessa forma maior probabilidade de acerto e de alcançar eficiência e eficácia no que se propõe a fazer.

Outrossim, cabe ressaltar que, além de planejar, deve-se ter o cuidado de desenvolver as atividades em conformidade com o planejado, revendo e monitorando todas as ações de forma sistêmica e contínua, não se esquecendo de avaliar, reavaliar, repensar e realizar possíveis correções  que se fizerem necessárias durante  todo o processo, desenvolvendo ações em tempo hábil para que se consiga alcançar resultados além do esperado.

Observa-se, portanto, que é necessário repensar todo o processo ensino-aprendizagem com uma visão mais ampliada, tendo a capacidade de enxergar, detectar e transformar os pontos fracos existentes em fortes, bem como toda ameaça que porventura surgir, em oportunidade. Nessa vertente, além de alcançar excelente resultado, procure disseminar que esta prática de ensino pode ser uma ferramenta de extremo valor se desenvolvida com muito cuidado e seriedade nas ações, responsabilidade, envolvimento e comprometimento.

Ante o exposto, é de suma importância que haja durante todo o processo uma interação, integração e inter-relação entre educandos, e tutores. É dessa forma que o processo ensino-aprendizagem terá uma proposta pedagógica contextualizada, proposta esta que leve em consideração a realidade dos educandos e que norteará todo o processo, servindo de “bússola” no que tange à elaboração do planejamento.

Vislumbre-se, pois, que a EAD corrobore não somente para a construção de um processo ensino-aprendizagem com qualidade, mas, corrobore para formar grandes profissionais, profissionais estes que façam a diferença, não sendo apenas mais alguns no mercado. Devem também eles ser capazes de pensar, repensar, desnudar e transformar a realidade em que vivem, sobressaindo, desenvolvendo e crescendo através do curso que fizeram.

Em razão disso, o papel do tutor no ensino de educação à distância, além de mediador, apoiador e facilitador do processo ensino-aprendizagem, deverá ser o de um exímio incentivador, assegurando dessa forma a participação de todos os envolvidos e assim, além de eliminar riscos de evasão, contribuirá para que todo o processo seja realizado de forma prazerosa, o que conduzirá a um maior comprometimento de todos, tanto do tutor quanto do educando.

Em conclusão, o ensino de educação à distância “descortina” o acesso ao conhecimento, permitindo a todas as pessoas que, por algum motivo, não podem freqüentar a escola tradicional e possuem o desejo de desenvolver e de crescer profissionalmente, realizando o seu sonho de estudar e/ou de continuar os estudos, enriquecendo seus conhecimentos e  galgando um espaço melhor no mercado, conseguindo enfrentar obstáculos e desafios e a permanecer por um período de tempo maior neste mercado de acirrada competitividade, através da qualidade do ensino adquirido. 


20/12/2008

Marizete Furbino, com formação em Pedagogia e Administração pela UNILESTE-MG, especialização em Empreendedorismo, Marketing e Finanças pelo UNILESTE-MG. É Administradora, Consultora de Empresa e Professora Universitária no Vale do Aço/MG.
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Reprodução autorizada desde que mantida a integridade dos textos, mencionado a autora e o site www.marizetefurbino.com e comunicada sua utilização através do e-mail Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

Última atualização em Dom, 24 de Janeiro de 2010 10:20
 
Projeto Político Pedagógico PDF Imprimir E-mail
Escrito por Lucia Czermainski Gonçalves   
Qua, 15 de Julho de 2009 23:38

Muito mais do que a idéia do cumprimento das normas constitucionais e requisito burocrático, os Projetos Políticos Pedagógicos são um documento norteador das políticas escolares, são a articulação das intenções, das prioridades e das estratégias para realizar a sua função social. Os PPPs apresentam uma característica prospectiva, a busca de um rumo, de uma direção; é uma construção intencional, a assunção de um compromisso coletivo no sentido de aperfeiçoar a realidade presente. Implica em romper com o existente para avançar, para rever o instituído e, a partir dele, tornar-se instituinte. Por ser processo, não se apresenta de modo linear e conclusivo- abre possibilidades de re- ver, de re- fazer, de re- pensar. Desse modo, apresenta-se como espaço para constantes mudanças, discussão das preocupações, das práticas, das possibilidades, das limitações para o alcance dos objetivos da escola, dos princípios e fins da Educação Nacional.

O Projeto Político- Pedagógico da escola apresenta duas dimensões interdependentes: a política que supõe o conjunto de decisões quanto à organização, aos propósitos e aos modos operativos da escola e a pedagógica que supõe o elenco de decisões/ações de ordem educativa e pedagógica, viabilizadora de suas intencionalidades quanto à formação do cidadão. De acordo com Gadotti (1997:34), “todo projeto pedagógico da escola é também político. O projeto pedagógico da escola é, por isso mesmo, sempre um processo inconcluso, uma etapa em direção a uma finalidade que permanece como horizonte da escola”. Nessa relação dialógica entre os sujeitos envolvidos no processo gestionário, há a descentralização e a democratização do processo decisório na tomada de decisões, ampliando a participação da comunidade escolar. Dessa forma, as Secretarias Municipais da Educação estimulam e apostam na ousadia das escolas em experimentar o novo, admitindo as diferenças e reconhecendo a pluralidade como marca da educação atual: uma educação cidadã, participativa, voltada para todos.

Última atualização em Sex, 14 de Agosto de 2009 19:45
 
Indivíduo e Cidadania: Participação política PDF Imprimir E-mail
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Escrito por Lucia Czermainski Gonçalves   
Seg, 06 de Julho de 2009 12:43

A era moderna incentiva o individualismo e a falta de civilidade, fazendo com que os interesses individuais se sobreponham ao coletivo e assim o espaço público torna-se cada vez mais agressivo. Existem ações individuais, muito poucas, como as de grupos ativistas que procuram conter os exageros na destruição do meio ambiente e do equilíbrio ecológico, porém os interesses das grandes companhias econômicas sobrepujam a esses, fazendo com que seus esforços sejam minimizados ou até pouco significativos. Os cientistas da modernidade já evidenciaram a pouca sustentabilidade no modelo econômico que ignora o desmando sobre os recursos naturais. O assustador é perceber que no cotidiano de pessoas comuns como nós, sociedade, somos também responsáveis pelas tragédias ambientais, na medida em que nos habituamos ao consumismo exacerbado ignorando o que pequenos gestos podem causar. São garrafas PET, sacolas plásticas, baterias de celulares entre outros artigos que levarão décadas para a decomposição e que estarão formando detritos, contribuindo para a queda da qualidade de vida na terra. Esse fato é o resultado de um comportamento social coletivo. Todavia, de nada adianta mudar nossos atos do dia a dia se não houver uma ação ambiental coletiva correta.

Última atualização em Qui, 20 de Maio de 2010 13:00
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A Descentralização nas Políticas Públicas Educacionais PDF Imprimir E-mail
Escrito por Lucia Czermainski Gonçalves   
Seg, 06 de Julho de 2009 12:39

(by Lucia Czer)

"Há cem anos os educadores repetem-se entre nós. Esvaímo-nos em palavras..." (ANÍSIO TEIXEIRA)

A nova ordem política na agenda nacional é a descentralização das políticas públicas e o empoderamento do poder local como forma de transformar e rearticular o indivíduo e a sociedade, reconstruindo os espaços comunitários dizimados pelo capitalismo e centralismo exacerbados. Para tanto, é preciso um reordenamento dos espaços com a devida dimensão dos conceitos de global e local. Na educação não é diferente. As políticas educacionais, desde o advento da Constituição Federal de 1988, têm sido guiadas pelo princípio da descentralização e da municipalização como forma de aproximar o planejamento e os resultados de seus maiores interessados. Dessa forma, a descentralização da gestão da educação no Brasil tem sido assunto recorrente ao longo de décadas e tem estado presente nas lutas freqüentes dos movimentos municipalistas em seus esforços históricos para superar a herança colonial da centralização do poder e das decisões na administração pública brasileira assim como para desenvolver a confiança na competência do poder local para o gerenciamento de suas políticas públicas sociais.

Última atualização em Seg, 06 de Julho de 2009 22:53
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Indivíduo e Cidadania PDF Imprimir E-mail
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Escrito por Lucia Czermainski Gonçalves   
Sáb, 04 de Julho de 2009 17:09

A era moderna incentiva o individualismo e a falta de civilidade, fazendo com que os interesses individuais se sobreponham ao coletivo e assim o espaço público torna-se cada vez mais agressivo. Existem ações individuais, muito poucas, como as de grupos ativistas que procuram conter os exageros na destruição do meio ambiente e do equilíbrio ecológico, porém os interesses das grandes companhias econômicas sobrepujam a esses, fazendo com que seus esforços sejam minimizados ou até pouco significativos. Os cientistas da modernidade já evidenciaram a pouca sustentabilidade no modelo econômico que ignora o desmando sobre os recursos naturais. O assustador é perceber que no cotidiano de pessoas comuns como nós, sociedade, somos também responsáveis pelas tragédias ambientais, na medida em que nos habituamos ao consumismo exacerbado ignorando o que pequenos gestos podem causar. São garrafas PET, sacolas plásticas, baterias de celulares entre outros artigos que levarão décadas para a decomposição e que estarão formando detritos, contribuindo para a queda da qualidade de vida na terra. Esse fato é o resultado de um comportamento social coletivo. Todavia, de nada adianta mudar nossos atos do dia a dia se não houver uma ação ambiental coletiva correta.

Última atualização em Seg, 06 de Julho de 2009 22:51
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