O uso do cinema como recurso didático ao ensino da Filosofia Clínica PDF Imprimir E-mail
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Escrito por Márcio José Andrade da Silva   
Sex, 20 de Fevereiro de 2009 13:39
Índice do Artigo
O uso do cinema como recurso didático ao ensino da Filosofia Clínica
Interseção
Exames Categoriais
TOMADA 2 – O CINEMA
A busca pelo movimento...
TOMADA 3 – A FILOSOFIA CLÍNICA VAI AO CINEMA
A Escolha do Filme
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Bibliografia
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FILOSOFIA CLÍNICA & CINEMA

O uso do cinema como recurso didático ao ensino da Filosofia Clínica

Márcio José Andrade da Silva
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INSTITUTO PACKTER – RS
Centro de Filosofia Clínica – Campinas/SP
CEFIB – Centro de Filosofia Brasileira – UFRJ
CEUCLAR – Centro Universitário Claretiano – Campinas/SP

TOMADA 1 – A FILOSOFIA CLÍNICA

A Filosofia Clínica é a filosofia acadêmica utilizada como procedimento terapêutico. Esta é a pedra basilar de uma definição apriorística do que denominamos Filosofia Clínica. Mas não a filosofia em sua totalidade é utilizada em terapêutica, a Filosofia Clínica não utiliza-se apenas de um único sistema desenvolvido por um pensandor, ela irá analisar em cada sistema filosófico o que melhor se adéqua a uma terapia, afinal são mais de 2.500 anos de pensar o homem e suas relações. Montando assim uma terapia voltada ao sujeito, não o querendo encaixar em uma tipologia terapêutica. “A seu modo, observou, no relato das histórias das diferentes pessoas, correspondências entre as concepções de vida nelas reconhecidas e as várias teses fundamentais das grandes correntes teóricas do pensamento, de tal forma que nenhuma destas, sozinha, teria sido capaz de explicar satisfatoriamente a diversidade humana. Com disciplina procedeu sempre na mesma direção das pessoas para as teorias.” (GOYA)

A história da Filosofia Clínica começou na década de oitenta do século passado – e isso não faz muito tempo apesar do que o termo teima em nos dizer – Lucio Packter iniciou sua pesquisa ao que ele veio denominar mais tarde Filosofia Clínica. Fruto de questionamentos existenciais diante das não respostas dadas pelas psicanálise e psiquiatria. Em suas viagens para conhecer outras formas de terapias, Lucio Packter esteve na Europa, vislumbrou “uma Filosofia voltada à Clínica. Frente às filosofias de aconselhamento que encontrou por lá, considerou ser possível algo que fosse além. Na volta ao Brasil, se debruçou no estudo exaustivo das condições existenciais, onde cada ser humano deveria ser o sujeito de seu próprio existir e respeitado em sua singularidade, pois cada um tem seu modo de ser no mundo.” (KRAUSE). Contudo, uma questão inicial se fez: como seria um filósofo terapeuta, quais procedimentos éticos e cognitivos e quais técnicas utilizaria? Lúcio apresentou formalmente esta pesquisa como um anteprojeto de pós-graduação em filosofia e psicanálise, em 1993, com o título de “Filosofia Clínica: uma introdução à psicoterapia filosófica”. Seu objetivo acadêmico era “significar a atividade do filósofo no exercício da psicoterapia, a principiar desde o consultório: um preâmbulo analítico a respeito do serviço estruturado na clínica filosófica” (PACKTER:1993). Nestes estudos percebemos como são utilizados os “escritos filosóficos, textos, reflexões pesquisas e descobertas de pensadores como Sócrates, Platão, Aristóteles, Santo Agostinho, Locke, Hume, Kant, Hegel, Nietzsche, Marx, Hurssel, Wittgenstein, Hediegger, Foucault, Popper, Searle e muitos outros” (BOARI& CLAUS).

A primeira turma de Filosofia Clínica surgiria na década de 90, com a abertura do Instituto Packter, em Porto Alegre/RS, com este nome homenageava seu avô Bernardo Packter que sempre o incentivou e a quem reputo como uma das pessoas a servir de referência à parte da alteridade na Filosofia Clínica. A Filosofia Clínica baseia-se nestes conhecimentos filosóficos em uma terapia do indivíduo, aplicando as teorias filosóficas nas possibilidades do ser humano, enquanto este se realiza por si mesmo. Uma leitura mais aprofundada nesta proposta poderá ser realizada no livro Propêdeutica – Filosofia Clínica, disponível no site do Instituto Packter.

Segundo Protágoras, “o homem é a medida de todas as coisas”, isso, para a Filosofia Clínica torna-se a primeira lição fundamental a ser apreendida. Aquilo que a pessoa sente, vive, afirma, imagina, faz é assim para ela, independente das opiniões alheias. Cada pessoa é a medida de todas as coisas, pois ela irá experenciar o mundo de forma única, mesmo que utilize formas de mensuração de outras pessoas. Assim chegamos a afirmação que na Filosofia Clínica existem dois tipos de verdades. A subjetiva, resultado da experiência única da pessoa e a verdade convencionada, consensual, estabelecida de forma conjunta por todas as pessoas. Como por exemplo, a sinalização de trânsito, a marcação do tempo no relógio. São algumas das verdades convencionadas.



Última atualização em Qua, 07 de Julho de 2010 09:58
 
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